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  • cinthia/alireti

...distanciamento social e música "anti-social"...




Pensei bastante e percebi que talvez seja deselegante começar um post com a palavra "eu";  sendo maestrina, isso pode parecer meio egocêntrico, pode ser fácil pensar que, o que eu escrevo aqui se trata de uma conversa arrogante, comigo mesma... Eu gostaria de pensar nestes "posts", como pequenos diálogos publicados no espaço virtual, que começam e continuam em distanciamento social, já que esta é a natureza de um "post", não é mesmo? Esta, porém, não é a natureza da música de concerto, seja do estilo que for, e é sobre isso que eu quero falar aqui. Ainda que pareça que esta música seja uma entidade, por natureza, "socialmente distante",  não é assim que ela atua para nós que convivemos com ela e talvez seja exatamente este diálogo que esteja faltando, para que outras pessoas também concordem com isso. O que é do meu mundo, talvez faça parte do seu; talvez existam sinônimos deste vocabulário no mundo real, já pensou nisso? Por exemplo, eu acredito que a música de concerto seja capaz de acessar universos paralelos ou realidades virtuais, que pouca gente tem o poder de experimentar. Este locais se tornaram secretos, como tesouros escondidos em algum  lugar inesperado, em cima de uma árvore, dentro da geladeira, ou simplesmente ali, na nossa frente, como uma realidade ainda invisível, pronta para ser descoberta a qualquer instante. 


Proponho que este blog seja visualizado como um mapa, cada post sendo uma pista para o próximo local, a partir daquilo que experimentamos e redescobrimos no nosso dia-a-dia. Eu disse local? Sim, ainda que a música caminhe no tempo, mais do que isso, ela é uma via para algum lugar, um outro espaço, vários espaços, que a gente nunca sabe bem quais são, cada um que encontre o seu próprio, personalizado.


Estas "pistas cartográficas", sob o título SONOTECA, serão constituídas por um SOM CRU, visto através de uma espécie de AR (realidade aumentada) e de IMERSÕES sonoras, uma espécie de VR (realidade virtual). Os sons crus, ou reais, fazem parte da minha SONOTECA pessoal, que foi inspirada num programa sensacional da France Musique, Les cris du patchwork, com a locução de Clément Lebrun, um mediador cultural de concertos, cujo trabalho, tive o prazer de conhecer ao vivo, durante meus estudos em Paris e, virtual, no website do Ensemble Intercontemporain. 


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