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SONOTECA: Galope de cavalos - I



É fácil imitar o movimento de cavalos trotando, é só bater as mãos na mesa, alternando e contando em grupos de 3: 1,2,3..1,2,3… mas tem que fazer rápido para funcionar. Galopar não pode ser devagar porque existe um movimento mecânico das patas do cavalo. Os cascos batem rapidamente no chão, produzindo um ritmo-eco, como se as patas ricocheteassem do chão e os cavalos voassem por uma fração de segundos – assim como os nossos corações, quando escutamos os galopes de concerto.



Franz Schubert - Sinfonia n.2 (1814-15). Orquestra Sinfônica da Rádio da Baviera (Bavaria RSO). Lorin Maazel, regente. 

https://www.youtube.com/watch?v=keoiMp_MIP4

Gênero originado na Alemanha e inspirado no movimento dos cavalos, o galope se tornou um gênero bastante apreciado na França do século XIX, sendo usado como dança de fim de baile, como por exemplo, o famoso cancan. Escutando o IV movimento da Sinfonia n.2 de Schubert ( por volta de 21'15"), escrito como um galop de fim de sinfonia, notamos que o cavalo dispara e só suspende o trote muito rapidamente em alguns lugares (em 23'16", em 25'), quando temos a sensação de que vamos cair do animal. Sem tempo para respirar, voltamos a correr por todo o salão, pelos campos, pela floresta, por onde foi mais bonito.


Dmitri Kabalevsky - Suite The Comediants (Komedianti) (1938-39). BBC Philharmonic Orchestra & Vassily Siniasky.

https://www.youtube.com/watch?v=v6H8xeYn2Vw&t=58s


Kabalevsky deu a sua famosa contribuição para o gênero em um galope escrito como música incidental para a peça Os comediantes (Galop 0:58). É um galop rápido e divertido de um cavalo no circo, junto com palhaços, escrito para fazer sorrir crianças que moram perto ou dentro de nós.

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